Estria também é coisa de homem

As estrias surgem pelo rompimento das fibras elásticas, que sustentam a camada intermediária da pele, formada por colágeno e elastina. Apesar de ser um problema bastante comum entre as mulheres, ele também afeta os homens. O médico Paulo Kogake, membro da Academia Brasileira de Estética, explica porque elas aparecem e como amenizar a aparência das incômodas linhas brancas.

Um problema, muitas CAUSAS
O surgimento das estrias não possui relação com gordura corporal, mas, sim, com a elasticidade da pele, afetada por alterações hormonais, aumento de peso, crescimento rápido, uso de anabolizantes e prática de musculação de forma excessiva.

No universo DELES
Dois fatores fazem com que os homens apresentem o problema em menor escala: eles sofrem menos com o efeito sanfona e não têm agravantes hormonais, como no caso das mulheres (a produção de estrógeno e progesterona ajuda a estimular o aparecimento das lesões, especialmente na região das coxas e dos ombros). No entanto, eles utilizam anabolizantes em maior grau e a hipertrofia muscular repentina, causada por estas substâncias e pelo excesso de academia, podem ocasionar a distensão mecânica da pele. Nos homens, as estrias costumam aparecer nas costas, nos ombros, nas pernas (atrás dos joelhos) e na região lombar.

Identificando o INIMIGO
As estrias podem ser classificadas em:
Rosadas: predomina o aspecto inflamatório, aonde podemos ver a cor avermelhada dos vasos sanguíneos dérmicos;
Atróficas: apresentam depressão central e hipocromia (tom esbranquiçado), porém, ainda há anexos da pele preservados, como pelos e glândulas;
Nacaradas: em cerca de 2 anos, ficarão mais esbranquiçadas e serão substituídas por tecido fibroso, quando ficarão mais profundas e espessas.

Sucesso no TRATAMENTO
“As estrias rosadas e as atróficas respondem melhor aos procedimentos de ataque, mas isso não impede obtermos melhora no aspecto das nacaradas. No entanto, é sempre bom lembrar que, uma vez distendidas as fibras elásticas, não há como restituí-las totalmente”, pondera o Dr. Paulo Kogake.

  • Peeling de cristal: a esfoliação da pele estimula a produção de colágeno, além de deixar a epiderme mais fina, o que facilita a penetração de ativos dos cremes de uso diário.
  • Mesoterapia: consiste na aplicação intradérmica de medicamentos capazes de estimular a produção de colágeno.
  • Laser CO2: este procedimento tem excelentes resultados, estimulando profundamente a retração das fibras estiradas. Ele reorganiza a estrutura da pele com resultados percebíveis em curto prazo.
  • Peeling químico: é a aplicação de ácidos diretamente nos locais afetados, a fim de estimular a produção de colágeno.
  • Carboxiterapia: injeção de gás CO2 medicinal, cuja função é melhorar o aporte sanguíneo no tecido local. Dessa forma, há melhora na qualidade da pele, aumentando a produção de colágeno e de novas fibras elásticas.
  • Radiofrequência: a tecnologia visa estimular a produção de colágeno por ação do calor gerado na pele. É um procedimento indolor e seguro, com alta eficácia.